Liberdade Sitiada.
"Liberdade é andar e falar como bem desejar.
É não ter motivos, é caminhar sem destino.
É pensar e falar, pensar e não falar.
Liberdade não é vigiada, nem controlada.
Não coexiste com limitações, injustiças ou na simples presença da dor.
Liberdade está em tudo, em viver, em nascer.
Temos liberdade até de morrer.
Existe uma certa liberdade até na ignorância.
Temos até o direito de não saber.
Temos realmente?
Ou será que temos de saber?
E quando não sabemos?
E quando nossa liberdade nos é roubada?
E nós precisamos saber?
E quando sofremos, e há dor, e limitações?
E quando não podemos fazer mais nada?
E só nos resta o direito de morrer.
E nem para isso poderemos estar livres.
Morrer no cárcere.
Morrer na dor.
Morrer, por não saber. Ou por saber.
Ser culpado ou inocente não importa.
Quem mata o nosso direito, merece morrer também.
Merece ser visto, merece perder sua liberdade.
Tantos já perderam suas vidas, direitos e sua identidade.
São números, fichas, estatísticas.
São os liberais, os que pensaram, os que lutaram.
Nossos mortos, são os nossos mortos.
E quem sobrou?
E quem luta com nossos novos direitos?
Agora que podemos, o que fazemos?
Liberdade novamente.
Liberdade mal aproveitada.
Liberdade para nada.
Liberdade de nada.
Ser livre onde não faz nada, uma liberdade ociosa e incipiente.
Que liberdade? "
Que liberdade? "
Esse pequeno texto, é meu protesto pessoal a favor da divulgação dos arquivos da ditadura militar no Brasil. Não é aceitável que os torturadores, os mandantes e até mesmo os mortos inocentes fiquem incógnitos por pura impunidade. Pura ignorância, pura falta de interesse. Agora, todos usufruem de seus liberdades limitadas, e os outros? E os que não viveram para estar aqui, junto conosco? E há tantas pessoas que simplesmente não se importam, fingem que não é com elas. Acordem! É sim com vocês. É parte importante e obscura do nosso passado, e se vocês não se importarem, quem fará algo? Acorde juventude, acorde... Veja que a vida não é só esse maldito ostracismo em que caímos. Vamos viver, e não só nadar na maré do sistema.
p.s: Essa é uma re-postagem do poema Liberdade Sitiada. A postagem antiga estava com problemas.
"Todos os seres humanos sonham,portanto ninguém está totalmente isento de alucinações."
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sábado, dezembro 10, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
. Versos Íntimos .
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos
sexta-feira, abril 01, 2011
. Literária .
Meu verso é informativo, é antigo, é português; Quintista.
De tão simples, natural, musical, vi que era árcade.
Vinho, lira, flauta de Pã.
Escrevi, escrevi, tanto escrevi que me perdi. Nas palavras rebuscadas, criticas, no "Boca do Inferno", notei o Barroco.
Talvez exista Casmurro para escrever, ou um Cortiço psicológico a me rodear.
Mas também sou romântica, que sonha, idealiza. Ama.
Há Isaura e Carolina, no meu verso. Tantas Carolinas, a amar, cantar, vibrar e viver. São Álvaros e Augustos. Febre de amor, anzóis no coração, liberdades compradas.
Modernista, não me importo, na vanguarda, ignoro.
E meu parnasiano, onde está? Na inflexibilidade, na dedicação, na métrica, no fino, no grego.
Sou um e sou todos. Todos em um e tudo no todo.
De tão simples, natural, musical, vi que era árcade.
Vinho, lira, flauta de Pã.
Escrevi, escrevi, tanto escrevi que me perdi. Nas palavras rebuscadas, criticas, no "Boca do Inferno", notei o Barroco.
Talvez exista Casmurro para escrever, ou um Cortiço psicológico a me rodear.
Mas também sou romântica, que sonha, idealiza. Ama.
Há Isaura e Carolina, no meu verso. Tantas Carolinas, a amar, cantar, vibrar e viver. São Álvaros e Augustos. Febre de amor, anzóis no coração, liberdades compradas.
Modernista, não me importo, na vanguarda, ignoro.
E meu parnasiano, onde está? Na inflexibilidade, na dedicação, na métrica, no fino, no grego.
Sou um e sou todos. Todos em um e tudo no todo.
. Resistência .
Você tenta
E então você pensa
Em parar de tentar
E então você tenta
E descobre que a desistência
É pior que tentar
É melhor não parar?
Não há como adivinhar
Não, não sem tentar.
AF. Nascimento.
E então você pensa
Em parar de tentar
E então você tenta
E descobre que a desistência
É pior que tentar
É melhor não parar?
Não há como adivinhar
Não, não sem tentar.
AF. Nascimento.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Tennyson Im Memoriam

"Esteja perto de mim quando a minha luz diminuir,
Quando o sangue se esvair, e os nervos formigarem
e o coração estiver doente,
E todas as engrenagens tornarem-se lentas.
Esteja perto de mim quando o quadro sensual
Se montar com as dores das conquistas à confiança;
E o tempo, um maníaco a dispersar a poeira,
E a vida, uma fúria em chamas.
Esteja perto de mim quando minha fé secar,
E quando os homens forem como as moscas da última primavera,
Que colocam seus ovos e envenenam ao cantar
E enredam suas células mesquinhas para a morte.
Esteja perto de mim quando eu desaparecer,
Para mostrar o fim dos conflitos humanos,
E à beira da escuridão da vida,
Chegar ao crepúsculo do dia eterno".
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